É UMA FARMÁCIA OU UM PARQUE DE DIVERSÃO?!

Algumas pessoas nos indicaram ir ao Walmart e também a farmácia, dizendo que seria novidade na certa. Não entendemos na época, mas depois que conhecemos, ficamos surpresos com a quantidade de coisas e com diversidade de produtos, que na maioria não se encontra em uma farmácia no Brasil.

Este vídeo foi feito em uma loja da rede Wallgreens, que encontramos em quase todas as cidades que fomos, todas no mesmo padrão, grandes e com uma grande variedade de produtos, que para nós brasileiros não deveriam estar lá. Mas existe outra rede chamada CVS que também é do mesmo estilo do Wallgress, ou talvez bem mais diversificado. Para vocês terem uma ideia, nos compramos um pacote de um estande de tiro em Las Vegas nesta rede de farmácias, com direito a tiro de metralhadora, lançamento de granadas e tudo mais!

CIDADE VIII – PHOENIX

Deixamos o Texas para trás e rumamos para o Arizona, que é o Estado do Gran Canyon, mas como a distância era muito grande, cerca de 1.600 quilômetros, fizemos uma parada em New Mexico para dormir e seguimos para Phoenix. Pernoitamos na histórica Rota 66, onde até fizemos algumas fotos e compramos alguns souvenires, mas não nos estivemos muito nisso, pois iremos fazer uma parada específica para conhecer o Gran Canyon e também faremos um road trip de moto pela Rota 66.

Viemos para Phoenix para entrevistar um CEO da uma renomada fábrica de armas dos EUA, a ArmaLite e para isso fizemos uma mudança no trajeto original de nossa viagem.

No caminha para Phoenix encontramos na estrada um local chamado Knife City – Cidade das facas, e eu amante de facas que sou, fui obrigado a para e conhecer essa cidade maravilhosa!

Infelizmente não permitiram fotos ou vídeos dentro da loja, mas eu comprei um canivete super clássico e do lado de fora ninguém pode me impedir de registrar o momento. 

A viagem até Phoenix é longa, mas as paisagens são lindas e compensadoras. Tivemos a oportunidade de ver a mudança da vegetação enquanto atravessámos os estados, que era pantanosa na Flórida, passando para a desértica no Texas e no começo do Arizona. Neste mesmo Estado a vegetação passou a ser muito densa, com imensos eucaliptos e depois voltou a ser desértica, quando nos aproximamos de nosso destino.

Phoenix é a capital do estado americano do Arizona e é a capital mais populosa dos Estados Unidos. Nossa pesquisa não encontrou muitas atrações turísticas na cidade, assim, fomos cuidar de afazeres diários. A Rhainna foi para a Laundry lavar roupa e eu para o Car Wash, pois o carro estava imundo. Depois a esposa foi fazer as unhas e eu procurei um Barber shop para dar uma desbastada na barba – que não é lá grande coisa – mas não encontrei. Fomos descansar e dormir até quando o corpo aguentasse, pois estávamos muito cansados.

No domingo fomos conhecer o centro da cidade, que é longe de onde estávamos e é pequeno, se compararmos com os Down Town de outras cidades. Fomos à farmácia que mais parece um parque de diversão, encontrei um Barber Shop e depois fomos malhar os corpitchos na LA Fitness – mais pra frente a Rhainna vai falar sobre academias de musculação aqui nos EUA – jantamos e fomos nos preparar para a entrevista do outro dia.

Na manhã seguinte fomos a fábrica de rifles ArmaLite, que é mundialmente renomada, onde fomos muito bem recebidos pelo presidente da hollding e pelo proprietário, que é brasileiro. Eles nos mostraram a fábrica de fuzis e de outros materiais bélicos, fizemos as filmagens e uma entrevista, que foi ótima!

Inclusive fomos convidados a participar de um curso de tiro oferecido por eles, que iria acontecer no próximo fim de semana e claro que nós aceitamos! Assim, vamos para Las Vegas e retornaremos para Phoenix. Vamos rodar!!

Você se lembram que eu falei em uma publicação bem no começo do Blog que haviam duas formas de viajar? Uma mais travada, com reservas de hotel feitas com antecedência e tudo já bem delimitado e outra mais flexível, que iria se construindo de acordo com o aparecimento das contingências? Eu falei lá que numa viagem dessa envergadura, como é a nossa, que muito bem planejada e antecipada não dava certo, baseando em experiências pessoais anteriores. E assim está sendo. Muita coisa imprevista aparece e muita coisa que esperávamos não acontece. Aí meu amigo, tem que se adaptar!

Quem sofre nesse samba de datas e cidades e nosso Personal Concierge – Douglas Ribeiro, que tem que encontrar hotel, marcar e remarcar reservas e tudo mais. Ainda bem que o cara é fera e resolve tudo a tempo.

Tudo resolvido momentaneamente em Phoenix, partimos para o parque de diversão dos Estados Unidos, Las Vegas! Lá já está agendado muita diversão para nós. Agendado, desagendado e agendado de novo – Douglas tá tendo muito trabalho conosco. 

Partiu Vegas! #eduardo 

DIRIGINDO EM MIAMI

Dirigir nos Estados Unidos é algo até tranquilo, principalmente para quem está acostumado com o trânsito selvagem de Goiânia. Mas alguns detalhes que devem ser seguidos e cumpridos rigorosamente, e se não houver alguém para nós ensinar, eles passam desapercebidos por nós brasileiros e aqui a coisa é bem diferente do Brasil, as leis de trânsito são seguidas a risca e fiscalizadas com rigor pelos policiais e até mesmo pela população.

Um dia estávamos no Road 95, que é uma rodovia muito movimentada de Miami, sendo guiados pelo Google Maps e as vezes o danado fica lento para pensar. Numa bifurcação o aplicativo demorou a mostrar o caminho e eu fiz uma entrada um pouco tardia e brusca. Eu até consegui pegar a via correta, mas quando olhei pelo retrovisor, havia um Dodge preto descaracterizado, porém, cheio de sinais luminosos, conduzido por um policial, ordenando que passemos. Logo pensei: lascou tudo!

Encostei a esquerda da via e o policial veio até a janela do carro, pelo lado do motorista e pediu minha License Drive – nossa CNH. Apresentei o documento e ele solicitou o passaporte. Ele perguntou de onde éramos, respondi Brasil, então ele me disse que o que eu fizera lá atrás estava errado e que eu estava passivo de ser multado. Expliquei que por causa do GPS eu tive que fazer uma curva mais brusca um pouco, fazendo aquela cara do Gato de Botas. Ele disse que eu estava errado e que desta vez eu seria apenas orientado, mas solicitou para que eu não fizesse aquilo ou algo parecido novamente. Devolveu os documentos, fez algumas perguntas sobre o Brasil e nos liberou. Foi totalmente cortez e objetivo.

Aqui nos EUA você pode ser advertido, multado e até ser preso por atitudes no trânsito, que para nós brasileiros possa ser algo até normal, como por exemplo dirigir acima da 90 milhas, que aqui é considerado crime.

Uma dica importante, se por acaso você for abordado por um policial aqui nos EUA, obedeça os comandos dele, estacione onde ele indicar, permaneça com as duas mãos no volante, não desça do carro – a não ser que receba essa ordem, não faça movimentos bruscos ou tente pegar documentos no bolso ou no porta luvas se não for solicitado para que o faça.

Os policiais aqui são extremamente educados, mas os métodos e trabalho deles, são muito diferentes dos métodos brasileiros. Aqui, se houver a presunção de perigo para o policial, ele pode usar sua arma de fogo.

Outra questão importante a ser ressaltada é sobre onde estacionar seu veículo. Aqui é completamente diferente do Brasil. Aqui, se você for por exemplo almoçar num restaurante e se você parar na porta do restaurante do lado, seu carro já está passivo de ser guinchado. 

Na rua ou em estacionamentos públicos, você sempre tem que pagar o estacionamento nas maquininhas que ficam na calçada, caso contrário seu carro será multado ou talvez guinchado. Você pode fazer o pagamento em dinheiro ou com cartão de crédito, basta seguir as instruções na máquina – não é tão fácil assim! O recibo do pagamento, você não precisa colocar no painel do carro, é tudo eletrônico, inclusive a conferência feita pelo fiscal de trânsito, que pode ser um policial, um agente de trânsito ou até mesmo o maldito motorista do guincho. #eduardo 

UM DIA DE BARÃO 

Então um dia decidimos fazer uma extravagância. Juntamos alguns amigos de Goiânia, que estavam em Miami e alugamos um iate para passar o dia. Tudo foi organizando pelo nosso amigo e Personal Concierge, Douglas Ribeiro, que nos conseguiu ótimo preço para esse dia de diversão aquática. 

Como fizemos um rateio da conta entre quatro famílias, o valor ficou acessível e passamos um “dia da barão”, super agradável, entre amigos, com paisagens lindas, ótima comida, bebida de primeira qualidade e claro, um iate super top.

Já estamos em Orlando há quase um mês e a segunda parte de nossa viagem está próxima, onde iremos fazer o tão desejado road trip pelos Estados Unidos! #eduardo 

NO COMEÇO 

No começo era só uma ideia que eu tinha há muito tempo, desde quando estudei inglês, há muitos anos. Mas a correria diária atrapalhou a realização de uma imersão na língua e esse desejo se perdeu.

As coisas mudaram com a chegada da pessoa certa, minha esposa. Juntamos a fome com a vontade de comer, pois ela como eu adora viajar e conhecer coisas novas e também não tem medo das contingências que podem aparecer numa vigem desse porte, do tipo três meses em outro país.

Fizemos algumas viagens de moto, nada além de 1000 quilômetros, fizemos nossa viagem onde ficamos noivos e a da lua de mel e então decidimos começar os preparativos para a tão esperada viagem aos states!

O ponto a ser acertado eram as férias. Pelo fato de sermos servidores públicos, poderíamos usar nossas Licenças Especiais (L.E.) para realizar a viagem. Mas o que seria uma L.E.? É uma licença remunerada que os servidores públicos podem gozar a cada cinco anos, que lhes dá direito de se retirar de suas obrigações laborais por três meses. Eu já tinha algumas L.E. acumuladas e minha esposa também tinha uma para gozar. Tinhamos também ferias atrasadas, que iriamos usar após a viagem de três meses, para recolocar as coisas no lugar quando voltássemos.

Resolvemos as pendências e com as devidas autorizações de férias e licenças, passamos para outros passos, como roteiro, gastos, passagens, hospedagens e tudo mais. Tinhamos uma algo inicial que era desejo de ambos, realizar uma viagem de estudo, trabalho e de turismo. 

Estudo pois faríamos cursos de inglês, cursos policiais e de tiro, já que sou professor e tenho em Goiânia uma renomada escola de tiro e minha esposa sempre me ajuda nessa tarefa. De trabalho pois os EUA é o pais mais bélico do mundo e iriamos aproveitar essa oportunidade para tentar fechar parcerias e de turismo pois iriamos rodar aquele imenso país de ponta a ponta, literalmente, conhecendo novos lugares, novos sabores e recantos desconhecidos. #eduardo