NAPA VALLEY – A cidade dos vinhos.

Destino obrigatório para quem visita a California e é amante de vinhos, Napa Valley, é o segundo lugar mais visitado por turistas na Califoirnia, perdendo apenas para a Disneylandia.
No nosso caso, o Eduardo é apreciador e sabe muito de vinhos mas apesar de conhecer os famosos vinhos da Califórnia, não sabia de Napa e suas vinícolas. 

Durante nossa estada em San Francisco, minha amiga Thanna ressaltou varias vezes que Napa era uma visita obrigatória. Reservamos um dia de nossa estada para conhecer a bem falada cidade, que fica a menos de 100 KM dali. 

A estrada é muito boa e a paisagem faz com que todo o trajeto seja parte do espetáculo, chegamos e fomos direto para a vinícola mais famosa – Castello di Amorosa – na entrada visualizamos uma plantação linda com vários tipos de uva e ao fundo o magnifico castelo de inspiração toscana do seculo XIII.

Na recepção há diversos tipos de pacote para conhecer a vinícola, como não havíamos almoçado, escolhemos o pacote mais completo disponível na data, ROYAL Cheese & Wine Pairing Tour – uma visitação guiada, com degustação de queijos e vinhos, pagamos $ 70 por pessoa. 

Aguardamos cerca de trinta minutos para começar a visita do nosso grupo, dando inicio ao tour, nos sentamos em uma capela e ouvimos a apresentação inicial do castelo que possui mais de 100 quartos e 8 níveis, acima e abaixo do solo – parece um labirinto.

Passamos pela Grand Barrel Room, uma adega  de barris formada por vários salões e vários corredores no subsolo do castelo, repletos de barris de vinhos, armazenados em baixa temperatura para envelhecer.

A cada sala, era feita um explanação sobre os vinhos vendidos no Castelo, suas caraterísticas e processos de fabricação, logo apos eram servidas tacas para que pudéssemos degustar.

Visitamos ainda as salas de tortura e Armory, ambas inspiradas nos castelos da idade media, na primeira diversas “engenhocas” utilizadas na pratica de tortura, inclusive uma “donzela de ferro” de 300 anos e câmaras de prisão.

Na segunda uma câmara de cavaleiros, com armaduras e armas. Nem preciso dizer que a gente se amarrou nesta parte, né? O Castello tem ainda fosso, ponte levadiça, torres defensivas e um pátio interior.

Enfim, chegamos ao ROOM II PASSITO, uma sala intima, onde todos nos sentamos e desfrutamos de uma seleção de queijos locais escolhidos especificamente para emparelhar com os vinhos de estilo italiano produzidos no castello.

Realmente a visita me surpreendeu. Não aprecio muito vinhos e achei ate que não valeria a pena pagar o pacote completo pra mim, mas valeu e muito. As combinações são maravilhosas e só de lembrar minha boca saliva. Inclusive descobri “minha uva” – Moscato – mais adocicada e com sabor marcante.

Gostei tanto, que literalmente tive meu primeiro pileque de vinho, algo que até então não imaginava que fosse acontecer, já que nunca passei de uma taca.

O Tour acaba na loja do Castello, que vende os vinhos produzidos no local, queijos da região, chocolates e todo tipo de acessórios. Como sempre, desejamos muita coisa, mas nos contentamos em adquirir uma rolha e um bico para garrafa de vinho, os dois muito legais. Enfim, o passeio é maravilhoso, o clima etílico-romântico envolve. Com certeza, parte marcante da nossa viagem.

Já na volta, o Eduardo quis passar na floresta petreficada, não sabíamos bem do que se tratava, mas o nome nas placas chamaram nossa atenção.

Pagamos $20 cada para poder ter acesso a floresta, trata-se de uma trilha por uma floresta que ficou toda petrificada – arvores, troncos, chão – por lava de vulcão. Foi valido como experiencia e para conhecer um pouco mais da historia e origem daquilo, mas não é lá essas coisas. Gastamos mais ou menos uma hora para fazer ida e volta, foi bom pra sarar dos vinhos antes de pegar a estrada de volta para San Francisco. #rhainna

 

 

CIDADE XIV – SAN FRANCISCO 

Chegamos em San Francisco por volta das 17:00, acomodamos as bagagens no hotel e fomos para o Píer 29, que é um point muito movimentado da cidade. Ele estava próximo de nosso hotel. O Douglas Ribeiro, nosso Personal Concierge acertou mais uma vez!

Andamos pelo local, entramos num museu muito estranho que eu não entendi muito bem o propósito dele, mas pra turista tudo é festa e tudo dá pra fazer foto.

ficamos enrolando por ali, pois tínhamos um jantar com um casal de amigos da Rhainna, que são de Goiânia, mas que estão morando em San Francisco.

Enquanto esperávamos o tempo passar, fizemos o que o tal do turista mais faz, bater perna. Muita coisa legal estava acontecendo no Píer 29 e fizemos algumas fotos.

Na hora marcada, como bons militares que somos, pontualmente seguimos para o nosso jantar, que aconteceu num restaurante muito legal chamado Rainforest – “um lugar selvagem para comprar e comer” – como o próprio slogan deles diz. E lá conheci a Ivana e o Christiano, casal super simpático que agora vivem nas terras americanas. A Ivana e a Rhainna estudaram juntas no ensino médio, a conversa foi longe!

Para entender essa cara que a Rhainna fez, tem que ver o vídeo que mostra o interior do restaurante, que é super temático, além de ter uma ótima comida.

No outro dia fomos cedo para o ponto zero do Big Bus – empresa de passeios turísticos, onde compramos um pacote com passeio diurno e noturno e também com o passeio de barco que nos levaria bem próximo da famosa ponte Golden Gate. O ponto zero do Big Bus é também no Pier 29, próximo do Rainforest, lugar onde jantamos na noite anterior.

O passeio de ônibus durou cerca de tres horas – uma hora a mais do que o anunciado, porém, ele nos levou aos locais turísticos de San Francisco e nossas expectativas foram atendidas, a cidade é linda, limpa, com o trânsito agradável e pessoas cordiais, ao menos as que tivemos contato.

Estacionamos o carro num estacionamento público em frente o Píer 29 e a máquina só permitia no máximo duas horas de permanência. Para nós seria o tempo necessário, já que era o mesmo tempo do passeio pela cidade. Mas não sei porque, o passeio durou três horas e estacionamento aqui é algo sério, se você bobear leva uma multa ou guincham seu carro. Conheci várias pessoas, em vários estados que tiveram o carro guinchado. Se isso acontecer você terá que pagar cerca de R$ 250, além do transtorno de ter que buscar o carro no pátio do órgão de trânsito.

Por causa disso já estávamos agoniados no passeio, receosos de ter o carro guinchado e por chegar atrasado no almoço marcado. Se a Rhainna não chegar na hora marcada fica agoniada! Já fomos os primeiros a chegar em festas várias vezes! A justificativa dela era a melhor: “pelo menos chegamos na hora!”, dizendo com o peito arfante e tom de orgulho.
Enfim… terminamos o passeio e o carro ainda estava lá e sem multa. Menos um problema!🤞

Finalizado o passeio diurno, fomos de carro para uma cidade próxima de San Francisco, San Mateus, onde iríamos almoçar com um casal de amigos da Rhainna. A promessa era comida goiana caseira, com direito a churrasco e arroz com costela, cardápio perfeito para quem já estava cansado das comidas doces e cheia de queijo dos americanos.

Após uma hora de viagem já estávamos almoçando e rindo das histórias passadas da Rhainna e sua amiga Thanna, que estudaram juntas no segundo grau. Ela vive em San Mateus com seu filho e seu marido, Anderson, que é brasileiro também.

Comida perfeita, papo muito bom, mas tínhamos que voltar para o Pier 29 para o passeio de barco e depois o passeio noturno do Big Bus, que são  muito bons e recomendamos a todos, pois é a chance de ver algumas paisagens já visitadas durante o dia, imersas na escuridão com destaques feitos pela iluminação artificial. Novamente a ponte Golden Gate se mostrou linda, de todos os ângulos e ainda mais iluminada, além de vários outros locais muito bonitos.

Ao fundo a famosa Ilha de Alcatraz, onde já funcionou um presídio de segurança máxima.

Depois do passeio noturno, marcamos com nossos amigos Thanna e Anderson para dar uma volta na cidade. Fomos a um terraço muito animado, com muita gente bonita, mas ficamos pouco lá, pois estávamos com fome e a cozinha já estava fechada. Aliás, este foi um grande problema que tivemos aqui nos EUA, as cozinhas que se fecham cedo!

Em alguns estados nos literalmente passamos fome, as cozinhas de vários bares e restaurantes se fecham as 22 horas e alguns as 21. Até mesmo em New York, conhecida como a cidade que nunca dorme, as cozinhas fecham cedo. O bar continua a funcionar, mas sem cozinha, sem comida, sem tira gosto. Aí eu choro!

Saímos do terraço, passamos numa pizzaria, que estava encerrando seus serviços às 22 horas, comemos uma pizza e fomos procurar um bar. Após as 22 horas você encontra muito fast food, que aqui nos Estados Unidos é muito pior que no Brasil. Mc Donald’s, que é bem feito e com instalações limpas e bem cuidadas aí no Brasil, aqui são terríveis! Muito ruim a comida e as lojas são sujas e várias outras franquias que aí no Brasil eu gosto, aqui são muito ruins, como por exemplo o Burg King, aqui não recomendo, aí no Brasil eu adoro.

Bay Bridge e sua iluminação noturna. Esta é outra ponte famosa de San Francisco.

Depois de muito rodar paramos num bar que de cara estava tocando funk, aqueles do Rio de Janeiro, já na entrada torci o focinho, não gosto deste estilo musical, se é que funk pode ser chamado assim. O bar estava cheio, de brasileiros inclusive. A música melhorou, a cerveja fez efeito, tudo é festa!

Não ficamos muito tempo lá, pois logo cedo iríamos para outra cidade que fica também próxima de San Francisco, Napa, que é famosa por suas vinícolas, Aliás, o vinho californiano é famoso mundialmente pela sua qualidade, eu que sou um apreciador de vinhos não poderia perder essa oportunidade. Inclusive a visita a Napa foi tão boa que mereceu uma publicação exclusiva. É só clicar aqui para conferir – Napa Valley.

Depois de degustar os vinhos e queijos do Castelo de Amorosa em Napa, a Rhainna aproveitou para dar um trato no cabelo com sua amiga Thanna e aproveitamos para serrar a bóia de novo na casa dela. Comida boa não se nega!

Cedo, um pouco cansados, deixamos San Francisco com uma ótima impressão, mas antes passamos em uma das várias atrações turísticas da cidade, que já foi cenário para vários filmes e séries, a Lombard Street, “considerada a rua mais torta do mundo e é um dos pontos de maior visitação em San Francisco na Califórnia. A rua é grande, mas apenas um trecho de sua rota ficou famoso pelo seu formato íngreme e em zigue-zague. A parte conhecida está localizada perto do George Sterling Memorial e faz a alegria dos turistas que tiram diversas fotografias de seu formato bastante inusitado e se aventuram a descer ou subir o trecho que ao longo possui belos canteiros com flores e folhagens.” – Dicas de Las Vegas e Califórnia. 

Partiu Chicago!

#eduardo