CIDADE IX – LAS VEGAS 

​”WHAT HAPPENS IN VEGAS STAYS IN VEGAS.” – O que acontece em Las Vegas, fica em Las Vegas. Esta icônica frase descreve bem o espírito de Las Vegas, a “cidade do pecado”. Tema de músicas, filmes e sonho de visita de muitos. Aqui você pode comer, dançar, beber e farrear a vontade. Aqui você pode agir e ser aquele que você não pode ser em casa!
​Primeiramente, só um panorama: tudo em Vegas acontece na Strip, ou Las Vegas Boulevard, que é a rua onde os grandes hotéis e as principais atrações da cidade estão situados. #eduardo

Nosso Personal Concierge nos fez reserva em um famoso hotel da cidade, o Stratosfere Hotel, um hotel-cassino com a maior torre de observação dos EUA e cheia de atrações radicais para os turistas e está situado na movimentada Las Vegas Boulevard que destaquei.

Chegamos na segunda feira a noite, demos uma caminhada pelo início da avenida, compramos algumas lembranças e voltamos para o hotel, demos uma olhada no cassino, fizemos um lanche rápido e fomos para o quarto descansar, afinal foram mais de cinco horas de viagem.

Na terça-feira, acordamos e fomos direto para a Las Vegas Strip, estacionamos no parking do Caesars. Primeiro, entramos no Forum Shops, que é um shopping enorme com toda a decoração inspirada em Roma, assim como o próprio Ceasars Palace. Lá tem bastante coisa boa para ver, comprar e, obviamente, comer. Almoçamos em um restaurante italiano que tem porções gigantescas por um preço bem acessível, os pratos estavam ótimos mas o melhor era sem dúvidas o ambiente, meio penumbra, simulando o entardecer em Roma.

O Eduardo que já esteve lá disse que é exatamente daquele jeito. Há ainda um show com as estátuas que se movem, inspirado na história da cidade submersa de Atlantis – nessa área, tem também um aquário e lojas com obras de arte incríveis.  Dali, fomos conhecer o Ceasars em si, que é um hotel também enorme e que fica empatado com o Bellagio no posto de mais imponente da cidade.

Saímos de lá e fomos para o Venetian, inspirado, como diz o nome na cidade de Veneza. O hotel é gigantesco, tem uma réplica do Grand Canal da cidade italiana em que você pode andar de gôndola, a Torre do Campanário e a Praça San Marco onde assistimos uma apresentação músico teatral muito legal – encanta especialmente quem deseja visitar a cidade de Veneza, como a gente.

No caminho, há hotéis como o Treasure Island, que tem uma decoração bem legal na porta com navios piratas e uma lojinha cheia de caveiras lindas – compramos várias pra nossa coleção, o Mirage que fica ao lado e o Casino Royale, que é mais old school.

Voltamos para o nosso hotel e fomos explorá-lo, demos uma volta por suas lojas, subimos na torre para ver a cidade – uma vista deslumbrante – e compramos o passaporte para os brinquedos da torre que incluem um carrinho que desce até a ponta de uma rampa tendo apenas  o ponto mais alto de vegas como precipício a sua frente, um elevador que sobe em alta velocidade até a ponta da torre e desce também muito rápido e um brinquedo de rodar pendurado na torre.

Após as diversões super radicais da maior torre de observação dos Estados Unidos, descemos para o cassino e meu esposo foi se aventurar no jogo, apostou 5 dólares e ganhou 38 cents, não quis mais brincar 🤣🤣🤣.

Na quarta feira, estacionamos em frente ao hotel Luxor e fomos almoçar no Buffet do hotel, que remete ao Egito e tem formato de pirâmide. Também é muito bonito e gostamos muito do almoço. Fomos caminhando até a área do Bellagio, onde ficam o Harrah’s, o Flamingo e o Bailly’s, que não são nada demais, e o Paris, que representa muito bem a cidade de Paris, com direito a Torre Eiffel – na qual você pode jantar, no restaurante, ou subir para ver a cidade, é só pagar – e Arco do Triunfo. #rhainna

No caminho encontramos uma loja do Avengers com várias coisas legais dos super heróis do grupo. Roupas, souvenires e até bonecos realistas, inclusive no tamanho, a venda. Quem gosta de Avengers e for em Las Vegas, não pode deixar de ir ao lugar.

Uma exposição interativa também está disponível para os fãs e só pagar e curtir. Mas há também uma que é de graça que é super legal – eu fui na de graça! Nela você participa de um treinamento com a roupa robótica do homem de ferro. Muito legal o vídeo game!

Fomos enfim conhecer o famoso Hotel-cassino Bellagio. Acredito que ele seja o hotel mais famoso de Las Vegas, afinal foi palco do filme Onze homens e um segredo. O local é incrível, é o cassino mais chique de todos que visitamos.

Em frente ao Belagio há um lago muito bonito, onde acontece de hora em hora o famoso Ballet das Águas. É um espectáculo magnifico, que durante a noite é ainda mais belo, graças as mais de quatro mil luzes que iluminam os esguichos d’agua que dançam ao som de diversas músicas, inclusive Frank Sinatra, que é ídolo muito celebrado aqui em Vegas.

Depois destes dois dias de pernada em Vegas – a caminhada entre os hotéis, cassinos, shoppings e ruas é imensa, as pernas já estavam gastas e meu marido disse que nós estávamos “andando igual a dois camelos!” kkk. Acho que ele se inspirou no calor desértico de Vegas, para criar esta frase, afinal é verão e a impressão é que cidade estava em chamas.

Voltamos para o hotel e fomos jantar no restaurante da torre, onde é preciso fazer reservas prévias. Este restaurante já foi eleito “the best of the world” – o melhor do mundo – por uma comissão gastronômica dos EUA.

A vista das mesas mostra a cidade, que está a mais de 350 metros abaixo. Com certeza a vista é linda e assim como a Torre de San Antonio, as mesas ficam girando, o que proporciona aos clientes uma vista completa da cidade, sem precisar sair do local. A vista inspira contemplações, pois é linda, mas eu não diria que a comida é a melhor do mundo! rsrs… A comida é boa, cara, mas nada de especial.

Saímos de lá e fomos para nosso tão esperado vôo de helicóptero pela cidade. Eu nunca tinha voado e amei, achei uma pena não ser mais longo. A vista é incrível e por ser noite acho que foi ainda melhor pelo efeito das luzes dos cassinos e prédios, que possuem uma iluminação que proporciona um show Inesquecivel!

As atrações e diversões de Las Vegas são muitíssimas e também muito variadas. Como amamos armas de fogo, na quinta feira, fomos ao Battlefield, um stand indoor que disponibiliza várias armas que são difíceis de se encontrar para atirar até mesmo nos EUA.

Pegamos um pacote muito bom, foi caro mas compensou. Compramos bastante coisas na lojinha, a gente não resiste🙈, tudo muito a nossa cara…

Eles ainda tem um acervo de carros, helicópteros e armas da segunda guerra em exposição que valem varios cliques.

Saímos de lá já bem tarde, não havíamos tomado café da manhã nem almoçado. Fomos ao Bellagio fazer nossas reservas para o espetáculo do Cirque du Soleil e aproveitamos para jantar no Buffet e dar uma passadinha pelo jardim do Hotel, aqui também tivemos nossas expectativas frustradas em relação a comida, que é muito bonita visualmente, mas não agradou muito o nosso paladar.

Fomos para o hotel nos arrumar e retornamos para o espetáculo “O”, que é um show indescritível!!! Existem vários shows do Cirque du Soleil na cidade, mas este espetáculo “O”, é considerado o melhor de todos.

Não é permitido filmar ou fotografar o espetáculo – só o encerramento que pode filmar. o que na verdade é bom para não perder nada da apresentação. O palco é incrível, as acrobacias são feitas, em grande parte na água, e a visão é ótima de onde nós ficamos. É preciso escolher o local onde vai se sentar na compra dos ingressos, pagamos um pouco mais caro mas valeu muito a pena. Saímos de lá extasiados 😍.

Aproveitamos que estávamos no Belagio e fomos assistir novamente ao Balé das Águas, desta vez a noite, e foi ainda mais bonito, gracas as luzes que falamos anteriormente.

Como o Eduardo bem pontuou, foram muitas coisas surpreendentes em um único dia. Voltamos para o hotel com a missão Las Vegas cumprida, cansados mas super satisfeitos. Ainda tivemos pique pra tomar uma cervejinha no cassino do hotel pra fechar a noite. #rhainna

Pois é amigos, andamos como camelos em Las Vegas. Só andei desse tanto trabalhando na PM! Terminei o primeiro dia de andanças com as pernas anestesistas, mas conseguimos entrar e passear pelos principais cassinos e shoppings temáticos da cidade.

Las Vegas é uma cidade de diversão e festa e é muito mais bela durante a noite, que esconde suas ruas sujas e seu exército de moradores de rua. Com certeza é um lugar onde se pode fazer coisas malucas, como se casar bêbado em uma das várias salas de cerimônia que vimos pela cidade. Ou se esbaldar nas festas e cassinos, mas pessoalmente acho que para morar, Las Vegas não é tão acolhedora.

Deixamos a cidade dos prazeres, onde tudo que acontece lá, fica lá e voltamos para a calorosa cidade de Phoenix, no Arizona, literalmente calorosa! #eduardo

É UMA FARMÁCIA OU UM PARQUE DE DIVERSÃO?!

Algumas pessoas nos indicaram ir ao Walmart e também a farmácia, dizendo que seria novidade na certa. Não entendemos na época, mas depois que conhecemos, ficamos surpresos com a quantidade de coisas e com diversidade de produtos, que na maioria não se encontra em uma farmácia no Brasil.

Este vídeo foi feito em uma loja da rede Wallgreens, que encontramos em quase todas as cidades que fomos, todas no mesmo padrão, grandes e com uma grande variedade de produtos, que para nós brasileiros não deveriam estar lá. Mas existe outra rede chamada CVS que também é do mesmo estilo do Wallgress, ou talvez bem mais diversificado. Para vocês terem uma ideia, nos compramos um pacote de um estande de tiro em Las Vegas nesta rede de farmácias, com direito a tiro de metralhadora, lançamento de granadas e tudo mais!

CIDADE VIII – PHOENIX

Deixamos o Texas para trás e rumamos para o Arizona, que é o Estado do Gran Canyon, mas como a distância era muito grande, cerca de 1.600 quilômetros, fizemos uma parada em New Mexico para dormir e seguimos para Phoenix. Pernoitamos na histórica Rota 66, onde até fizemos algumas fotos e compramos alguns souvenires, mas não nos estivemos muito nisso, pois iremos fazer uma parada específica para conhecer o Gran Canyon e também faremos um road trip de moto pela Rota 66.

Viemos para Phoenix para entrevistar um CEO da uma renomada fábrica de armas dos EUA, a ArmaLite e para isso fizemos uma mudança no trajeto original de nossa viagem.

No caminha para Phoenix encontramos na estrada um local chamado Knife City – Cidade das facas, e eu amante de facas que sou, fui obrigado a para e conhecer essa cidade maravilhosa!

Infelizmente não permitiram fotos ou vídeos dentro da loja, mas eu comprei um canivete super clássico e do lado de fora ninguém pode me impedir de registrar o momento. 

A viagem até Phoenix é longa, mas as paisagens são lindas e compensadoras. Tivemos a oportunidade de ver a mudança da vegetação enquanto atravessámos os estados, que era pantanosa na Flórida, passando para a desértica no Texas e no começo do Arizona. Neste mesmo Estado a vegetação passou a ser muito densa, com imensos eucaliptos e depois voltou a ser desértica, quando nos aproximamos de nosso destino.

Phoenix é a capital do estado americano do Arizona e é a capital mais populosa dos Estados Unidos. Nossa pesquisa não encontrou muitas atrações turísticas na cidade, assim, fomos cuidar de afazeres diários. A Rhainna foi para a Laundry lavar roupa e eu para o Car Wash, pois o carro estava imundo. Depois a esposa foi fazer as unhas e eu procurei um Barber shop para dar uma desbastada na barba – que não é lá grande coisa – mas não encontrei. Fomos descansar e dormir até quando o corpo aguentasse, pois estávamos muito cansados.

No domingo fomos conhecer o centro da cidade, que é longe de onde estávamos e é pequeno, se compararmos com os Down Town de outras cidades. Fomos à farmácia que mais parece um parque de diversão, encontrei um Barber Shop e depois fomos malhar os corpitchos na LA Fitness – mais pra frente a Rhainna vai falar sobre academias de musculação aqui nos EUA – jantamos e fomos nos preparar para a entrevista do outro dia.

Na manhã seguinte fomos a fábrica de rifles ArmaLite, que é mundialmente renomada, onde fomos muito bem recebidos pelo presidente da hollding e pelo proprietário, que é brasileiro. Eles nos mostraram a fábrica de fuzis e de outros materiais bélicos, fizemos as filmagens e uma entrevista, que foi ótima!

Inclusive fomos convidados a participar de um curso de tiro oferecido por eles, que iria acontecer no próximo fim de semana e claro que nós aceitamos! Assim, vamos para Las Vegas e retornaremos para Phoenix. Vamos rodar!!

Você se lembram que eu falei em uma publicação bem no começo do Blog que haviam duas formas de viajar? Uma mais travada, com reservas de hotel feitas com antecedência e tudo já bem delimitado e outra mais flexível, que iria se construindo de acordo com o aparecimento das contingências? Eu falei lá que numa viagem dessa envergadura, como é a nossa, que muito bem planejada e antecipada não dava certo, baseando em experiências pessoais anteriores. E assim está sendo. Muita coisa imprevista aparece e muita coisa que esperávamos não acontece. Aí meu amigo, tem que se adaptar!

Quem sofre nesse samba de datas e cidades e nosso Personal Concierge – Douglas Ribeiro, que tem que encontrar hotel, marcar e remarcar reservas e tudo mais. Ainda bem que o cara é fera e resolve tudo a tempo.

Tudo resolvido momentaneamente em Phoenix, partimos para o parque de diversão dos Estados Unidos, Las Vegas! Lá já está agendado muita diversão para nós. Agendado, desagendado e agendado de novo – Douglas tá tendo muito trabalho conosco. 

Partiu Vegas! #eduardo 

CIDADE III – ATLANTA

Como ja dito algumas vezes, nossa viagem tem alguns objetivos diferentes. Como sou professor de tiro na Polícia Militar de Goiás e também ministro aulas para civis e já que eu e minha esposa somos apaixonados por armas de fogo, nada mais oportuno que aproveitar das facilidades do país mais bélico do mundo!

Curso de tiro em Orlando.

Em Orlando nos fizemos um curso de tiro com fuzil e pistola e em Miami atiramos em três estandes de tiro com armas que no Brasil são quase impossíveis de se encontrar e ainda por cima, com preços muito melhores que os de lá. Fomos ainda a um Gun Show, que nada mais é que uma feira de armas organizada pelos vendedores da cidade e em várias lojas de armas de fogo e equipamentos táticos e policiais. 

Estande de tiro em Miami.

Assim, um amigo meu que morrou na Geórgia por muitos anos, entrou em contato com uma brasileiro que vive aqui e ele nos convidou para queimar pólvora. Mudamos a rota da viagem e viemos para Atlanta, onde o encontramos e fomos para um estande de tiro.

Gun Show em Miami.

Quem nos recebeu muito atenciosamente em Atlanta foi o André, que gentilmente cedeu algumas de suas armas para atirarmos em um estande fechado que fica próximo da casa dele. Lá alugamos outras armas e nos divertimos a moda texana, metendo bala!

Estande de tiro em Atlanta.

Atlanta é uma grande cidade dos Estados Unidos e pertence ao estado da Geórgia. O clima aqui também é quente e úmido, como o da Flórida, porém, com temperaturas mais amenas.

Chegamos no hotel e logo a Rhainna pesquisou o que tinha de legal para fazer na cidade. Ela encontrou o maior aquário dos Estados Unidos e a fábrica da Coca Cola – pensa numa mulher viciada em Coca. E o nosso amigo André nos indicou uma loja de armas com um acervo de mais de dez mil armas! Assim, já tínhamos programação para os três dias que fucariamos aqui.

Atlanta, Georgia – EUA

FÁBRICA COCA COLA

Por volta das nove horas fomos para a fábrica da Coca Cola, mas chegando lá descobrimos que ela estava fechada para visitação e que não informaram o motivo, nem o horário que os portões seriam abertos, então fomos para a loja de armas, compramos algumas coisas, almoçamos por lá mesmo, pois a loja era imensa, e voltamos para a fábrica da Coca Cola, que estava aberta desta vez.

A entrada na fábrica custa cerca de 17 dólares e te dá acesso a todos ambientes da exposição. Lá você conhece a origem da Coca Cola, sua história e várias curiosidades, além de poder degustar todas os tipos de Coca Cola do mundo inteiro e também a infinidade de bebidas que são fabricadas por eles.

Até mesmo o segredo da formula da Coca Cola você fica sabendo, mas como é segredo eu não posso contar.

AQUÁRIO

O aquário de Atlanta fica ao lado da fábrica da Coca Cola e é o maior dos Estados Unidos, e realmente ficamos muito impressionados com o local. Além da diversidade de espécies como tubarões baleia e arraias gigantes, eles têm também show com os golfinhos, filmes 4D, área de alimentação e muitas atrações para adultos e principalmente para crianças.

A entrada custa em torno de 30 dólares por pessoa e vale muito a pena conhecer o aquário, que na nossa opinião é melhor que o SEA WORD de Orlando.

PIZZARIA

E para encerramos a noite com chave de ouro, encontramos uma pizzaria italiana chamada Antico Pizza Napolitana, com uma pizza super deliciosa e com a decoração totalmente a caráter. Para se ter uma ideia, nos comemos a pizza em mesas rústicas dentro da cozinha!

Assim, nos despedimos desta maravilhosa cidade chamadaAtlanta, rumo a Lousiania – New Orleans, cidade do Blues e do Jazz, nossa próxima parada. #eduardo 

PARTINDO PARA O ROAD TRIP – de encontro ao inesperado!

Hoje começamos a segunda fase de nossa viagem, vamos viajar de carro por mais de 25 estados americanos. Tentamos levar o mínimo possível de bagagem, pois estamos prevendo que na verdade, vamos voltar com mais peso do que quando saímos. Nos disseram que em Nova York tem mil coisas interessantes em Chinataw para comprar.

O primeiro lugar que paramos foi numa pequena cidade chamada Naples, onde estava programado para irmos á praia, conhecer o local e então seguir para Tampa, onde iríamos conhecer e andar na maior montanha russa do mundo, mas tudo mudou!

Minha esposa costuma repetir a frase que sempre uso quando conversarmos sobre viagens longas: “viajar é ir de encontro ao inesperado!”, e foi exatamente o que ocorreu conosco. O dia amanheceu chuvoso e na estrada piorou bastante. Já que o tempo não estava ajudando para irmos á praia, decidimos procurar outra atração da cidade. O Google nos mostrou o museu do carro antigo e fomos para lá, onde descobrimos que ele estava fechado para reformas até setembro.

Em outra procura no Oráculo – leia-se Google, ele nos mostrou bem perto de onde estávamos o Museu Militar de Naples, e nos, bons militares que somos, corremos para o local e confesso que ficamos surpresos. 

O museu fica dentro do prédio do aeroporto municipal de Naples, e são apenas duas salas de tamanho mediano, mas que contém muitos e muitos anos de história, honra e patriotismo ufanico.

Para simplificar a história vamos postar o vídeo que fizemos para nosso canal no YouTube – 1911 ARMAS DE FOGO, já que fala por si mesmo. 

Enquanto estávamos conhecendo o museu, nosso amigo e Personal Concierge nos ligou avisando que havia previsão de tempestade em Tampa e por causa disso não poderíamos andar na tão desejada montanha russa. Assim, decidimos seguir direto para Orlando e lá começarmos a conhecer a cidade, pois as atrações turísticas lá são inúmeras. Mas…

No caminho para Orlando a Mercedes Benz E 350 que estávamos, começou a fazer um barulho muito estranho, então ligamos para o Douglas explicando o caso e ele nos orientou seguir para a concessionária da Mercedes mais próxima, mas não deu tempo!

Como nos tínhamos feito um seguro de assistência veicular da AAA – Triplo A como chamam por aqui, passamos a localização para o Douglas e ele enviou o guincho, que nos levou para a Concessionária da Mercedes, onde pegamos um Uber e fomos para Orlando, pois o hotel já estava reservado.

Três dias após, recebemos o outro carro no hotel onde estávamos. A única notícia que tive da Mercedez é que uma peça havia se soltado e cortado uma mangueira, que fez o óleo vazar e por causa disso o motor fundiu. #eduardo 

A PARTIDA E A CHEGADA 

Saímos de casa com as três imensas horas de antecedência que a empresa pede e fomos para o super moderno e imenso – SQN – Aeroporto Internacional de Goiânia, que de Internacional só tem o nome, já que de lá não sai nenhum vôo para fora do país. Fizemos o check in normalmente, para isso basta levar seu passaporte com visto e obedecer as instruções sobre bagagem despachada – aquela que não vai conosco – e principalmente as bagagens de mão. As regras são as mesmas para todas as empresas aéreas, visto que são regulamentadas e fiscalizadas pela ANAC.

Infelizmente os atrasos começaram logo no primeiro vôo para São Paulo, que mesmo sendo um vôo doméstico, teve problemas. Depois que todos já estavam à bordo, com a aeronave já taxiando, o avião teve que voltar por causa de problemas técnicos. Quando o comandante anunciou que por medidas de segurança teríamos que voltar, teve muita gente arregalando os olhos. Após um atraso de mais de uma hora o avião alçou vôo, junto com as orações silenciosas e sorrateiras dos mais aterrorizados por medo de avião. #eduardo 

Chegamos ao Aeroporto de Guarulhos, onde fizemos conexão para Houston, e só não perdemos o vôo, em virtude do atraso do primeiro, porque este também estava com uma hora de atraso. De qualquer forma nossa chegada foi uma correria, quem conhece o Aeroporto de Guarulhos sabe como é grande. Qualquer deslocamento leva bastante tempo, tivemos que correr boa parte do trajeto acompanhando o funcionário da empresa, pra nós não houve problemas quanto a isso, porque temos preparo físico, mas uma pessoa sem preparo ou idosa teria tido muita dificuldade. Ter pouca bagagem de mão facilita bastante nessas horas, pois além de ser menos peso para carregar, evita a perda durante a correria toda.

Depois de todos os atrasos possíveis, embarcamos para a terra do Tio Sam. Como já eram mais de 22 horas e só chegaríamos em Houston pela manhã, foram servidos jantar (que eu não gostei), sobremesa e café da manhã à bordo.  A empresa ainda forneceu uma manta e um travesseiro para passar a noite. O único inconveniente é a falta de espaço na classe econômica, o que nos fez querer a primeira classe na viagem de volta – quem não quer, né? 😁. O espaço para dormir confortavelmente faz toda diferença. A temperatura fica por volta dos 16°C, então se você acha frio é bom levar algo para se agasalhar. #rhainna 

Durante o vôo, os comissários de bordo entregam aos estrangeiros que irão entrar nos Estados Unidos uma ficha onde você deverá declarar algumas informações – leve uma caneta na bolsa. Dentre outras coisas que eles perguntam, o Tio Sam quer saber quanto dinheiro em espécie você está levando, seja em moeda do seu país ou em dólar.

O assunto envolvendo valores a serem levados para dentro do país, possui alguns detalhes menores que devem ser obedecidos, para saber mais sobre ele clique aqui. #eduardo 

Como já era de se esperar, ao chegar em Houston perdemos a conexão para Miami. Fora o atraso dos voos anteriores, tínhamos que pegar a bagagem despachada, passar pela alfândega, despachar novamente e ainda fazer mais um longo trajeto até o local de embarque. Por este motivo, nossa chegada à Miami que estava prevista para o final da manhã, só aconteceu no início da noite, o que nos chateou um pouco, porque estávamos planejando participar das comemorações de 4th de Julho – Independence Day. 

Como Houston foi a primeira cidade americana a desembarcarmos, passamos pela temida imigração e depois pela alfândega neste aeroporto. Na imigração solicitaram e verificaram nossos passaporte e nos questionaram se viemos a trabalho ou a passeio, onde iríamos ficar e qual a data de retorno para o Brasil. Essa entrevista é um pouco tensa, já que o visto de turismo não é garantia de entrada no país. Mesmo com o visto em mãos, se eles não gostarem da sua cara, não autorizam sua entrada.

Na alfândega entramos em uma fila bem demorada, onde os guardas checaram nossas bagagens, abriram as malas de mão onde colocamos apenas remédios e não pediram para ver as receitas médicas, mesmo havendo remédios injetáveis entre os itens. É prudente sempre trazer as receitas médicas referentes aos remédios trazidos nas bagagens. 

Determinam retirar os sapatos, esvaziar os bolsos, retirar cintos, objetos metálicos e eletrônicos e passamos por um scanner e sustenta aciona o detector e que evitem também acessórios que também tenha que ser retirado. São momentos críticos em que muitos pertences podem ser esquecidos ou perdidos. Vimos alguns americanos viajando com roupas que pareciam pijamas, durante a passagem pela alfândega percebemos o quanto isso facilitou a vida deles. #rhainna

Pequenos detalhes do dia a dia: os banheiros aqui são como na Europa, não possuem cestos de lixo, o papel higiênico e lançado direto no vaso sanitário, o que no Brasil é diferente. As tomadas aqui também são de um padrão diferente do usado na terra Brasilis, mas no próprio aeroporto você consegue comprar um kit de adaptação ou mesmo um carregador de celular com o padrão daqui, mas já alerto que no aeroporto é mais caro, se você puder comprar em outro lugar é melhor. #eduardo 

Chegamos ao Aeroporto de Miami e ao contrário do Aeroporto de Houston, não havia Wi-Fi liberado. Precisávamos de internet para contactar nosso personal concierge. Após várias tentativas, fomos informados que ao chegar de um vôo naquele aeroporto, teríamos direito a 30 minutos de acesso gratuito, porém, ninguém soube nos informar como fazer. Também não havia estabelecimento onde poderíamos utilizar a rede, nem mesmo pagando. Partimos para o uso dos telefones públicos, lemos as informações e utilizei minhas moedas para pagar, porém, apesar de colocar as moedas, o telefone continuava acusando a necessidade do pagamento e eu muito impaciente que sou, coloquei todas as moedas que tinha. Resultado: Não consegui fazer a ligação e o telefone não devolveu minhas moedas. Só depois soube que deve-se colocar uma única moeda do valor da ligação, não várias até completar o valor 😬. Fomos mais uma vez em busca de informações para tentar fazer uma ligação ou mesmo outro lugar que poderíamos usar a internet, nesta hora uma funcionária latina, muito gentilnente e de forma voluntária  nos fez o favor de emprestarnos o celular, só assim pudemos encontramos nosso concierge, que já estava no aeroporto nos procurando e fomos para o hotel.

Welcome to Miami Beach.

Como já havia contado em um post anterior, fechei a hospedagem da primeira semana em Miami pela companhia de viagens CVC, junto com a compra das passagens aéreas e o seguro. Como ainda não havia contratado os serviços de consultoria para a viagem, tinha apenas a intenção de ter um lugar definido inicialmente, para ficar ao chegarmos e só então decidirnos com tempo para onde iríamos depois. 

Fomos para o Lexington Hotel, em Miami Beach. Quando chegamos lá o hotel estava as escuras, sem energia elétrica, sem sistema para fazermos nosso check in e sem elevador para subir para o quarto, imagina carregar um monte de malas quatro andares acima!

Como queríamos no mínimo ver a queima dos fogos de artifício, estávamos com pressa e deixamos as malas na recepção. Precisava também trocar de roupa, pois o calor de Miami já estava mostrando sua cara, para isso tive que usar um sanitário do saguão do hotel para trocar de roupa e rapidamente saímos para a praia a tempo de ver as comemorações ao Independence Day.

Nosso personal concierge,  levantou informações sobre o hotel e disse que haviam recorrentes reclamações de falta de energia e ainda relatos de um inseto conhecido popularmente por aqui como bedbugs, que além de picar as pessoas, causando fortes reações alérgicas, ainda se escondem nas roupas e viram um tipo de praga difícil de eliminar. Isso foi o suficiente para não querermos mais voltar para o lugar e como já haviamos fechado com o concierge o apartamento onde ficaríamos depois da estada neste hotel, ele adiantou a data e fomos direto pra lá. Quando voltamos para buscar nossas malas, cerca de cinco horas depois, o hotel ainda estava sem elevadores e sem sistema de funcionamento, ou seja, a melhor decisão foi sair de lá. Não sabemos se vamos ou não receber o dinheiro de volta. Vamos informar o fato a empresa e ver no que dá.

Vista do Condomínio Maison Grande em Miami Beach.

Eu sou extremamente detalhista para escolher hospedagem, desta vez confiei na CVC e me decepcionei muito. Não recomendo este hotel e nem esta empresa, já que é obrigação dela saber que tipo de hospedagem ela está oferecendo para seus clientes. Mais uma vez, se você pretende vir aos EUA, indico o Douglas Ribeiro – personal concierge da Royal Premier – clique aqui para acessar o Instagram. Ele sim tem compromisso com as indicações que faz, além de dar assistência para todos assuntos relacionados a viagem e sempre com preços justos. #rhainna 

O PLANEJAMENTO DA VIAGEM

A princípio isso pode até parecer mania de militar, mas numa viagem para outro país durante três meses, com certeza não é! O planejamento te dá a oportunidade de estipular uma rota, cidades a serem visitadas, locais mais interessantes em cada cidade, passeios que são importantes ou os que não são e principalmente uma previsão de gastos.

Começamos a planejar por conta própria, através de pesquisas no Google e com a ajuda de alguns amigos que haviam viajado para os States antes. Mas as vezes as orientações não eram muito proveitosas, pois não serviam para viagens longas ou não se encaixavam ao estilo de viagem que estávamos pensando. Assim, vamos falar do nosso planejamento, que pode ou não ser útil para você.

A única coisa que eu sabia era que queria ficar nos EUA por três meses, que queria viajar pelo país de carro, de moto, que queria fazer cursos de tiro, cursos policiais, atualizar o inglês fazendo um curso de trinta dias e que queria gastar cerca de 40 mil reais para isso tudo. Descobri depois que estava querendo coisa demais para pouco dinheiro, ainda mais com a imensa diferença cambial entre o Real e o Dólar, que hoje está R$ 3,48.

Road trip Eduardo & Rhainna

Deixei essa parte do planejamento para o departamento financeiro e jurídico do relacionamento, ou seja, minha esposa. Ela leu e pesquisou na internet por vários dias, mas estava um pouco difícil de planejar uma viagem de três meses num país que não sabíamos muita coisa, ou quase nada. Infelizmente a internet nos dá noções do que se encontrará nos Estados Unidos, mais que isso não se consegue. 

Nesta hora o destino agiu. Minha sogra, que é policial – todo mundo parece ser policial nessa história – comentou com uma delegada – viu? Mais um! – que a sua filha iria passar três meses nos EUA, quando ela respondeu que conhecia um brasileiro, que vive há muitos anos lá e que trabalha como personal concierge, uma pessoa especializada em assessorar turista, ele cuida da logística da viagem como roteiro, hospedagem, aluguel de carro, agendamento de passeios, atrações, cursos etc. Ele ajuda a planejar sua viagem, de acordo com seus desejos, o que é muito bom, pois além de conhecer o país, tem contatos e experiência em criar roteiros personalizados. O resultado é economia e locais a conhecer que não descobririamos sozinhos. #eduardo

CAMARO 2016

Quando minha mãe me passou o contato do Douglas Ribeiro, fiquei meio resistente porque tenho mania de “se quiser bem feito, faça você mesmo!”🤐, mas mesmo assim, liguei pra ele. Logo no primeiro contato fiquei convencida que o trabalho dele seria indispensável se quiséssemos otimizar nossa viagem, fazendo tudo que passou pela nossa cabeça e ainda economizar.

PORSHE 911

Depois que fiz uma prévia das nossas intenções e do desejo de fazer um Road trip pelos EUA, o Douglas sugeriu que fizéssemos a viagem de Motorhome. Neste ponto fiquei louca, eufórica e mal podia esperar meu marido chegar para contar a idéia.  Quando soube ele também curtiu muito, porque nós somos desses, aventureiros😎.

O Motorhome é uma “casa” motorizada. Em geral possui cama, cozinha e banheiro. Caso alugue um motorhome, você o utiliza tanto para transporte como para dormir. Nos EUA é muito comum e tem campings próprios para poder estacionar, passar a noite e fazer a manutenção necessária. Na minha opinião é uma experiência e tanto, mas apesar de toda empolgação que nos causou, tivemos que deixar para uma outra oportunidade (ainda vamos fazer) porque limitaria um pouco das atividades que queremos fazer. Essa possibilidade de transporte é boa para dois casais, pois é mais econômico. 

Partimos então para a distribuição do tempo de nossa viagem entre os destinos, decidimos ficar os primeiro trinta dias em Miami, onde faremos alguns cursos e negócios, de quebra ainda vou realizar a vontade de morar na praia, mesmo que apenas por um mês. Mais uma vez o Douglas superou nossas expectativas e nos alocou em um apartamento de frente para a praia em Miami Beach 🏝. 

Os outros dois meses foram destinados para o Road Trip. No começo a idéia era fazer coast to coast, indo da Flórida à California passando pelos Estados do Sul dos EUA, retornar pelo mesmo caminho e depois ir à Nova York de avião. Depois de muito pensar, consultei nosso  personal concierge sobre a possibilidade de retornar passando pela parte Central e Leste do país, analisando que o tempo e custos seriam semelhantes e poderíamos conhecer muito mais lugares. Recebi o Ok dele, que então foi montando o roteiro e fazendo algumas “emendas” para atender nossos desejos, que não são poucos 😁.
Também estudei bastante ofertas de aluguel de casas e quartos em diversos estados americanos pelo aplicativo AIRBNB. Mas, mais uma vez, o Douglas foi indispensável para avaliar e concluir que o melhor, analisando custo-beneficio, será ficar em hotéis. Então ele iniciou a relação dos locais onde ficaremos em cada cidade.

MERCEDES C 350

Outra parte que nos causou euforia foi a escolha dos carros para alugar. As opções são infinitas e realmente é muito difícil escolher. O Douglas cuida muito bem desta parte, pois a Royal Premier, disponibiliza máquinas fantásticas para aluguel. Escolhemos três carros. Para ostentar, durante os 30 dias em Miami, uma Porshe 911 e um camaro 2016. Para o Road trip uma Mercedes C 350  à diesel. 🤗🤗
O aluguel de carros nos EUA é o mais barato do mundo e o combustível com valor muito menor que no Brasil. O que é excelente pra nós, que devemos rodar cerca de 20.000 quilômetros até o fim da viagem, passando por mais de 23 estados.

Tudo acertado, tudo lindo, até o momento que o Douglas nos passou o orçamento total da viagem…🙈🙊

Mesmo tento otimizado muito em todo planejamento, a idéia inicial de gastarmos cerca de R$ 40.000,00 não dava nem para a metade kkkk. O Douglas fez uma prévia mínima para fazermos a viagem com segurança de R$ 80.000,00😨😨. Então, estamos fazendo uma previsão de R$ 100.000,00. #rhainna

A antecedência do planejamento também é algo a ser considerado, reservas de carros, hotéis ou até mesmo a compra de ingressos para passeios, se forem deixados para a última hora, podem ficar muito mais carros.

Finalmente faço uma sugestão que é na verdade algo muito particular. Planejar um roteiro muito rígido e segui-lo, ou fazer algo mais flexível, que pode se amoldar a alguns imprevistos que possam surgir – que será mais caro. Digo sugerir, pois já passei por uma situação parecida em outra viagem para Machu Picchu, no Peru, que fizemos de moto. Fizemos um planejamento com cidades apontadas, datas que deveríamos parar, quantos dias ali, quantos dias aqui, mas nada deu certo. Paramos onde não queríamos, não paramos em ótimas cidades como Copacabana, moto quebrou, companheiro teve que voltar, outro sumiu e foi embora, enfim, foi uma bagunça. Se tivéssemos estipulado um planejamento com reserva de hotéis por exemplo, tudo teria sido pior e somariasse também alguns prejuízos financeiros. 

Sou obrigado a salientar que existem diferenças bem grandes entre o interior da Bolívia ou do Peru e as capitais dos Estados Unidos. A possibilidade do infortúnio é muito maior andando pelas estradas sem lei da América do Sul. Para exemplificar apenas uma situação, a gasolina da moto acabou na selva amazônica, não por falta de planejamento, mas simplesmente pois não haviam postos de combustível. #eduardo 

Como os detalhes fazem toda a diferença, para organizar a viagem encomendei o planner personalizado e pra completar os álbuns para as fotografias. Fiquei apaixonada no trabalho feito pela Lecute. #rhainna 

COMPRANDO AS PASSAGENS AÉREAS 

Começo destacando algo muito importante, não deixe para última hora, pois o preço aumenta muito e talvez você não encontre datas que sejam interessantes para sua viagem.

Começamos esta etapa pesquisando para qual cidade dos Estados Unidos a passagem ficaria mais barata, já que nossa intenção era viajar por vários estados, não havia predileção por um destino inicial. Então fomos atrás do melhor preço.  A cidade de destino com valor mais atraente, é sem sombra de dúvidas Miami.

Agora, o próximo passo era escolher a companhia aérea.  Para comprar diretamente pelos sites das companhias aéreas a LATAM oferecia os melhores valores. Já estávamos convencidos que esta empresa era a melhor opção quando decidimos procurar a CVC para verificar a possibilidade do uso de milhas para a compra das passagens. Nesta oportunidade, a atendente da CVC fez um orçamento pra nós pelas empresas aéreas AZUL e UNITED, a oferta era de um preço muito melhor que o oferecido pela LATAM. A diferença era tanta que optamos por nem utilizar as milhas, já que elas não poderiam ser usadas pra as passagens da AZUL e mesmo assim ficava mais barato.

Pronto. Fechamos na CVC as passagens aéreas de Goiânia-Miami e Miami-Goiânia, pelas empresas AZUL e UNITED. Aproveitamos o ensejo e já contratamos também o seguro viagem. Em alguns países, principalmente da Europa, o seguro é obrigatório. Nos EUA, não. Nós decidimos fazer para ter maior segurança durante a viagem, como diria  meu esposo, “viajar é ir de encontro ao imprevisto” e nós queremos estar preparados para as contingências. O seguro que escolhemos cobre atendimento médico, gastos com medicamentos, socorro em caso de acidentes, necessidade de guincho, etc. Atende bem o nosso perfil de viagem.

Por fim, também contratamos estada de uma semana em um hotel muito legal em Miami Beach. 

A compra do pacote teve um excelente custo benefício. Então a dica deste post é pesquisar bastante antes de contratar estes serviços. A diferença de valores chega ao custo de outra passagem. 

Como eu disse, pesquisamos muito e mesmo assim, depois que fechamos e fomos começar a trabalhar nosso roteiro de viagem (tema do nosso próximo post), descobrimos que o nosso personal concierge, Douglas Ribeiro, da Royal Premier Group, conseguiria passagens ainda com melhor preço 😯, mas como não adianta chorar o chocolate devorado… #rhainna 

VOCÊ TEM VISTO PARA OS STATES?

A primeira coisa – após a disponibilização do tempo – quando se fala em uma viagem para os Estados Unidos da América, seja longa ou curta, é conseguir um visto de turista. Para dar entrada no processo de solicitação de um visto de turista, você precisa de um passaporte, e por incrível que pareça, algo que é corriqueiro em outros países, no Brasil pode se tornar uma novela, ou uma tragicomédia.

Como eu já possuía passaporte e visto de turista, começamos a providenciar a papelada da minha esposa e como deve ser começamos pelo passaporte, isso em maio de 2015.

O órgão que confecciona e emite o passaporte é a Polícia Federal, lá que você deve dar entrada no processo. Quando minha esposa solicitou o dela, há cerca de 18 meses, o Departamento de Polícia Federal (DPF) estava demorando em torno de 30 dias para entregar o documento, mas logo após o recebimento do passaporte, o DPF passou por algumas dificuldades de emissão e assim o prazo de entrega aumentou para algo em torno de noventa dias. Ou seja, por uma questão de sorte pegamos o passaporte dela com trinta dias.

Esta semana o DPF anunciou que por falta de papel para imprimir os passaportes, só em casos emergenciais, como tratamentos de saúde ou questões trabalhistas, que novos passaportes seriam confecionados, para motivos de viagem não há previsão de entrega para novas solicitações.

Então meu amigo, solicite seu passaporte com uma antecedência considerável, pois o padrão Brasil de qualidade pode encalhar sua viagem. #eduardo

De posse do passaporte, partimos para desenrolar o visto de turista. Esta etapa é bem burocrática e exige cuidado para evitar erros. Se você pretende tirar o seu pode seguir estes passos:

Preencha, em inglês, o formulário de solicitação de visto DS 160. As perguntas estão em inglês, mas, ao colocar o cursor em cima delas, aparece a tradução. Ao fim de cada página, salve o que já tiver sido feito e guarde o número do “Application ID” para entrar novamente no formulário. Ao terminar o processo, imprima a página de confirmação.

Para esclarecer as dúvidas sobre o preenchimento do formulário clique aqui. 

AGENDARA ENTREVISTA

Depois que preencher o formulário é preciso agendar a(s) entrevista(s). Para isso é necessário se cadastrar no Site, seguindo o passo a passo de agendamento ou se preferir você pode ligar.

Tenha em mãos a página de confirmação do formulário DS-160, com código de barras, e o número do passaporte.
Há casos em que é necessário ir ao CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e ao Consulado, e outros  – como nas renovações – em que só é preciso ir ao CASV. O próprio sistema irá informar sobre isso.

Dica: no caso de ter que fazer as duas entrevistas, as visitas não podem ser agendadas para o mesmo dia. Fique atento porque a opção de agendamento para o Consulado aparece antes da opção de agendamento para o CASV, mas a entrevista no CASV tem que ocorrer primeiro. Por isso, escolha sempre para a ida ao Consulado em uma data posterior à da ida ao CASV. Você terá que pagar a taxa de solicitação do visto (US$ 160, no caso dos vistos de turismo e de negócios). Confira taxas para outros vistos aqui.

 IR AO CASV

No dia agendado, vá ao CASV com o formulário, o passaporte e o comprovante de pagamento da taxa. Lá, serão recolhidas as impressões digitais e será tirada uma foto.

Dica: não é permitido entrar com bolsas ou mochilas no recinto, e não há local para guardar esses pertences dentro do centro. Quem estiver com eles precisa deixá-los no carro ou em guarda-volumes privados, que costumam cobrar caro pelo serviço.

IR AO CONSULADO

No dia da entrevista, é preciso ir ao Consulado ou à Embaixada, levando o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160.
Para mais informações, consulte a página aqui.

Tudo começa com um agendamento feito pelo site da Polícia Federal e agora o solicitante é obrigado a ir duas vezes no consulado ou na embaixada dos EUA para ter a sua solicitação deferida. 

No nosso caso, preferimos evitar toda essa fadiga e utilizamos os serviços de uma agência especializada em vistos daqui de Goiânia, a Viajantes Assessoria Consular. Eles fazem todo o procedimento e já saí com os horários agendados tanto no CASV quanto no Consulado. Para que tiver interesse, a empresa também faz o transporte para estes locais, nós fomos de meios próprios. Inclusive, quando tentei agendar sozinha, só achava vaga para o mês seguinte, com a assessoria da Viajantes consegui data para a entrevista em uma semana.

O visto é um adesivo timbrado, que é colado a uma das folhas do passaporte.

A entrevista causa temor em muita gente, por receio de ter o seu visto negado. No meu caso foi super tranquilo, não fiquei nem três minutos em entrevista. Acredito que pelo fato de ser uma servidora pública e por ter informado que viajaria com meu esposo, que também é servidor público e que já possuía visto. Confesso que depois de ver algumas pessoas saindo aos prantos da entrevista, ouvir o “Boa viagem” ao fim da entrevista é um alívio. 

Depois de aprovado o visto, recebi meu passaporte em casa, através dos Correios uns 30 dias depois. #rhainna

NO COMEÇO 

No começo era só uma ideia que eu tinha há muito tempo, desde quando estudei inglês, há muitos anos. Mas a correria diária atrapalhou a realização de uma imersão na língua e esse desejo se perdeu.

As coisas mudaram com a chegada da pessoa certa, minha esposa. Juntamos a fome com a vontade de comer, pois ela como eu adora viajar e conhecer coisas novas e também não tem medo das contingências que podem aparecer numa vigem desse porte, do tipo três meses em outro país.

Fizemos algumas viagens de moto, nada além de 1000 quilômetros, fizemos nossa viagem onde ficamos noivos e a da lua de mel e então decidimos começar os preparativos para a tão esperada viagem aos states!

O ponto a ser acertado eram as férias. Pelo fato de sermos servidores públicos, poderíamos usar nossas Licenças Especiais (L.E.) para realizar a viagem. Mas o que seria uma L.E.? É uma licença remunerada que os servidores públicos podem gozar a cada cinco anos, que lhes dá direito de se retirar de suas obrigações laborais por três meses. Eu já tinha algumas L.E. acumuladas e minha esposa também tinha uma para gozar. Tinhamos também ferias atrasadas, que iriamos usar após a viagem de três meses, para recolocar as coisas no lugar quando voltássemos.

Resolvemos as pendências e com as devidas autorizações de férias e licenças, passamos para outros passos, como roteiro, gastos, passagens, hospedagens e tudo mais. Tinhamos uma algo inicial que era desejo de ambos, realizar uma viagem de estudo, trabalho e de turismo. 

Estudo pois faríamos cursos de inglês, cursos policiais e de tiro, já que sou professor e tenho em Goiânia uma renomada escola de tiro e minha esposa sempre me ajuda nessa tarefa. De trabalho pois os EUA é o pais mais bélico do mundo e iriamos aproveitar essa oportunidade para tentar fechar parcerias e de turismo pois iriamos rodar aquele imenso país de ponta a ponta, literalmente, conhecendo novos lugares, novos sabores e recantos desconhecidos. #eduardo